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Honda NXR 150 Bros Mix vai de álcool e gasolina

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Desde janeiro a Honda só fabrica a versão Mix da versátil NXR 150 Bros. Até maio já foram emplacadas 73.649 unidades do modelo on/off-road. Os números colocam a Bros como a terceira moto mais vendida no Brasil, só perdendo para a linha CG (125 e 150cc). Disponível nas versões KS (partida a pedal e freio a tambor), ES (freio a tambor e partida elétrica) e a ESD (com partida elétrica e freio a disco), os preços da Bros variam entre R$ 7.890 e R$ 8.690.
Em 2009, a Bros 150 passou por uma grande reformulação. Do paralama à rabeta, passando pelo motor, que ganhou injeção eletrônica de combustível. Na dianteira, as linhas ficaram mais angulosas e a carenagem do farol também mudou. As aletas do tanque ganharam volume e contribuem para deixar a Bros 150 com cara de moto de maior capacidade cúbica. Da injeção até ganhar a tecnologia flex foram apenas alguns meses. Agora o modelo pode rodar só com gasolina, só com etanol, ou com os dois combustíveis misturados em qualquer proporção. A NXR 150 Bros Mix é a primeira da categoria on/off-road dotada do sistema flex fuel.

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MOTOR E CONSUMO
O motor da Bros 150 Mix é um monocilíndrico de quatro tempos, com comando simples no cabeçote, 149,2 cm³ de capacidade e alimentado por sistema de injeção eletrônica PGM-FI (Programmed Fuel Injection). Quando abastecida com álcool, segundo a Honda, a potência chega aos 14 cv a 8.000 rpm e o torque, a 1,53 kgfm a 6.000 rpm. Com gasolina, esses valores ficam em 13,8 cv de potência e 1,39 kgfm de torque. Mas na prática, no “acelerador”, é impossível sentir a diferença de potência e torque. Já no bolso…

Na primeira fase do teste de consumo de combustível, a Bros Mix rodou exclusivamente na cidade com gasolina (comum). Por 15 dias a moto encarou congestionamentos e as vias expressas da cidade de São Paulo. A Bros Mix obteve média de 30 km/l. Para encher o tanque de gasolina, o motociclista gasta pouco mais de R$ 27 e a moto pode percorrer cerca de 330 km. Antes de iniciarmos a segunda etapa do teste, esgotamos o tanque completamente e abastecemos com etanol. Exatos 11 litros (R$ 13,19). Nesta etapa colocamos a Bros Mix para rodar na estrada (rodovia dos Bandeirantes). Com velocidades entre 90 e 110 km/h, a moto cravou média de consumo de 20 km/l. A autonomia também caiu para 220 km.

Em função de sua agilidade e versatilidade, vale a pena ressaltar que a Bros 150 não é uma estradeira. Está mais para uma “CG rural”, já que conta com suspensões com maior curso, quadro de berço semiduplo e um visual mais agressivo. Porém compartilha praticamente o mesmo motor da CG 150 Titan.

IMPRESSÕES
Se no dia-a-dia a Bros esbanja agilidade, na rodovia falta torque e potência para superar os ônibus e caminhões. Em alguns momentos, o piloto pode tomar alguns sustos na estrada, já que tem que rodar o tempo inteiro com aceleração máxima. Muitas vezes até baixando uma marcha para tentar ganhar velocidade. Na chuva, atenção redobrada. Óleo na pista, deslocamento de ar e aquele spray que sobe quando a moto é ultrapassada pode ser um dos fatores determinantes para uma queda ou acidente.

Rodando por mais de uma hora ininterrupta sobre a Bros 150 Mix, o piloto sente-se cansado em função da adoção de espuma do assento muito dura. Para finalizar, o conjunto óptico poderia oferecer um feixe de luz mais forte, pois a lâmpada de 32 W é fraca.

Além do funcionamento uniforme e acelerações progressivas do motor, outro destaque fica por conta da injeção eletrônica de combustível. O sistema gerencia a partida a frio. Em nenhum momento da avaliação, seja abastecida com gasolina ou álcool, a Bros “pipocou” ou engasgou. Sempre pegou de primeira, mesmo no inverno paulistano. Claro que na primeira partida do dia era preciso acionar o botão do “start” por mais tempo, mas fazendo isso o motor acordava sem problemas.

Para entender as indicações no painel da Bros 150 Mix é preciso seguir as dicas do fabricante. Ou seja, quando as duas luzes (MIX e ALC) estiverem apagadas, significa que a partida é possível em qualquer temperatura. Se a MIX estiver acesa, o usuário deve abastecer sua motocicleta com um mínimo de dois litros de gasolina. Foi o que aconteceu quando a moto testada recebeu 100% de álcool. A luz MIX ficou acesa, mas em nenhum momento a Bros negou fogo.

Seguindo as recomendações da Honda, caso a ALC esteja acesa, é preciso adicionar pelo menos três litros de gasolina. Se, ao ligar a chave de ignição, a lâmpada ALC piscar, significa que a temperatura ambiente é baixa e que o teor de álcool no tanque é alto — o que pode dificultar a partida. Em locais no qual a temperatura fica ambiente abaixo dos 15ºC, recomenda-se que o tanque da Bros Mix tenha no mínimo 20% de gasolina para que se garanta a partida a frio.

CÁLCULO PARA A ECONOMIA
O álcool, apesar de ser mais barato, tem consumo pior e, consequentemente, acaba primeiro que a gasolina. Por isso, o preço do etanol na bomba de combustível tem que ser vantajoso para o consumidor, de até 70% do cobrado na gasolina. Calcular a diferença é simples: basta pegar o preço do litro da gasolina e multiplicar por 0,70. Por exemplo: se o litro custa R$ 2,50, só vale a pena abastecer com o álcool se estiver a R$ 1,75 ou menos (R$ 2,50 multiplicado por 0,70 é igual a R$ 1,75). Se o preço do litro do álcool superar R$ 1,76, é melhor escolher a gasolina.
Na capital paulista, vale a pena rodar com a Bros 150 Mix abastecida somente com etanol, já que o preço em muitos postos gira em torno de R$ 1,20.

Portanto, o combustível “verde” oferece maior economia no bolso do motociclista e menor emissão de poluentes na atmosfera em São Paulo. A única desvantagem é que a autonomia da moto diminui e o piloto tem de parar mais vezes para abastecer. (por Aldo Tizzani)

FICHA TÉCNICA

Honda NXR 150 Bros Mix

Motor – Monocilíndrico, OHC, 4 tempos, arrefecido a ar
Cilindrada – 149,2 cm³
Potência máxima – 13,8 cv a 8.000 rpm (gasolina) ou 14,0 cv a 8.000 rpm (álcool)
Torque máximo – 1,39 kgf.m a 6.000 rpm (gasolina) ou 1,53 kgf.m a 6.000 rpm (álcool)
Alimentação – Injeção Eletrônica PGM-FI (Programmed Fuel Injection)
Capacidade do tanque – 11 litros
Câmbio – Cinco velocidades
Transmissão final – Corrente
Suspensão dianteira – Garfo telescópico com 180 mm de curso
Suspensão traseira - Mono-shock com 150 mm de curso
Freio dianteiro - Tambor de 130 mm de diâmetro
Freio traseiro – Tambor de 110 mm de diâmetro
Chassi – Berço semiduplo
Dimensões – (C x L x A) 2.036 x 810 x 1.138 mm
Altura do assento – 830 mm
Altura mínima do solo – 224 mm
Entre-eixos – 1.335 mm
Peso seco – 117,5 kg (versão KS), 118,6 kg (versão ES) e 119,1 kg (versão ESD)
Cores – Preto, vermelho e laranja
Preço público sugerido – R$ 7.890 (KS), R$ 8.290 (ES) e R$ 8.690 (ESD)

Fonte
UOL Motos

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3 Comments
PAULO L. SILVA

agosto 3, 2010 14:32 Responder

essa moto é muito bonita,mais gostaria muito de fazer teste drive pra ver se vale a pena,pois já pilotei a cb300r e a xr300r( e outras da mesma categoria da concorrencia,um abraço e parabéns.
Marcelo

janeiro 6, 2011 12:57 Responder

A nova bros é muito boa, eu uso ela desde a versão 2008, agora tenho uma 2010, único defeito que eu percebi até agora, a pintura por ser muito lustrosa nessa nova versão risca com muita facilidade, a minha não tem nem 2 mil km, eu cuido dela com carinho, já tem vários riscos…principalmente na carenagem frontal, acima do farol, percebi que até os insetos que batem ali quando ando na estrada fazem pequenos riscos…fora isso ela é show!
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