Agilidade é marca registrada de Honda CB 300R e Yamaha Fazer YS 250

CB 300 R (vermelha) tem estilo radical e motor maior; Fazer 250 é mais econômica e ágil

CB 300 R (vermelha) tem estilo radical e motor maior; Fazer 250 é mais econômica e ágil

Qual é a melhor street de média cilindrada, a recém-lançada Honda CB 300R ou a veterana Yamaha YS 250 Fazer? Na hora da compra, outras dúvidas também habitam o imaginário dos motociclistas em ascensão: uma moto totalmente nova, com design arrojado e maior capacidade cúbica ou um modelo seguindo linhas tradicionais — “moto com cara de moto” –, equipada com um pioneiro motor de 250cc injetado.

Para iniciarmos a comparação entre as motos, “escaneamos” os dois modelos para verificar suas diferenças visuais. De cara, a CB 300R apresenta um design mais jovial e inspirado nas naked de maior cilindrada (CB 600F Hornet e CB 1000R). Chama atenção a pequena carenagem que envolve o farol e, consequentemente, o painel de instrumentos com display digital e ponteiro para acompanhar as rotações do motor. Além disso, a rabeta é minimalista, mais afilada, com a lanterna embutida e alças em alumínio para o apoio do garupa.

Já a Fazer 250 tem farol sem moldura, velocímetro e conta-giros analógicos (dois mostradores com ponteiros) e um pequeno display de cristal líquido que informa o nível de combustível, além de hodômetro total e dois parciais. Na parte traseira, o grande destaque são os piscas integrados à lanterna. O conjunto oferece excelente visualização, principalmente na indicação das mudanças de direção. Desde o seu lançamento, em 2005, já foram produzidas 142.790 unidades da Fazer 250, fazendo dela um sucesso de vendas no Brasil e também no exterior, já que a Yamaha do Brasil é polo exportador da Fazer 250 para todo o mundo.

comparativo streets medias f 006 Agilidade é marca registrada de Honda CB 300R e Yamaha Fazer YS 250

MOTOR

O modelo Honda está equipado com motor monocilíndrico, com duplo comando de válvulas no cabeçote (DOHC), com quatro válvulas e equipado com injeção eletrônica de combustível. Com 291,6 cm³ de capacidade cúbica, o propulsor gera 26,53 cv a 7.500 rpm de potência máxima e torque máximo de 2,81 kgfm a 6.000 rpm. Na cidade, o consumo de combustível gira na casa dos 25 km/l.

Já o propulsor da Fazer 250 tem 249 cm³, conta com comando de válvulas simples no cabeçote (OHC). Alimentado por injeção eletrônica, gera 21 cv de potência máxima a 8.000 rpm e 2,10 kgfm a 6.500 rpm de torque máximo. Mais econômica, a street da Yamaha faz cerca de 29 km/l na cidade.

No resumo da ópera, ambos os motores trabalham de forma linear e oferecem força em baixas e médias rotações — neste quesito, há uma leve vantagem para a CB 300R, em função de seu torque maior atingido em uma rotação mais baixa. Porém, o propulsor da Fazer de comando simples vibra menos, é mais econômico e foi o primeiro a adotar a injeção eletrônica de combustível. Boas de curvas e de retas, os modelos alcançaram 130 km/h.

CICLÍSTICA E CONFORTO

Na parte ciclística, nenhuma novidade. A Honda utiliza garfo telescópico com 130 mm de curso e freio a disco simples de 276 mm de diâmetro e pinça de duplo pistão, na dianteira. Na traseira, suspensão monoamortecida com 105 mm de curso e freio a tambor.
Na moto Yamaha, garfo telescópico e, na traseira, monoamortecedor, ambos com 120 mm de curso. O curso igual entre as suspensões é uma marca registrada da família Fazer. A street da Yamaha está equipada com freio a disco simples dianteiro de 282 mm de diâmetro e pinça com dois pistões. Na traseira, o tradicional tambor de 130 mm.

Em relação à suspensão, a Fazer leva vantagem sobre a CB, já que na traseira tem 120 mm de curso, contra 105 mm da Honda. No geral, a CB 300R é mais firme, enquanto a Yamaha absorve com mais propriedade as imperfeições do solo. Com relação aos freios, em ambos os casos são eficientes e estão de acordo com a proposta urbana dos modelos.

Apesar da Fazer ser um projeto mais antigo, a moto é mais confortável que a recém-lançada CB 300R. O banco em dois níveis, o desenho do tanque e a posição das pedaleiras fazem o piloto se encaixar melhor na moto da Yamaha. No modelo da Honda, o corpo do motociclista fica projetado mais para frente.

Em SP, CB 300R é vendida acima da tabela a R$ 12.500; Fazer 250 sai abaixo, a R$ 10.600

Em SP, CB 300R é vendida acima da tabela a R$ 12.500; Fazer 250 sai abaixo, a R$ 10.600

Uma característica marcante destes modelos é sua agilidade, principalmente nas mudanças de direção. Em função de sua maior potência e torque, a CB 300R larga na frente quando a luz verde do semáforo se acende. Porém, a Fazer se destaca pelo maior ângulo de esterço.

Realmente é uma difícil escolha entre uma novidade (CB 300R) e um conjunto bastante equilibrado (Fazer 250). Para acirrar esta briga, esperamos que a Yamaha apresente logo uma Fazer 300, com design mais radical e com um motor que ofereça mais potência e torque. Como ainda não temos bola de cristal — apesar de fotos de uma nova Fazer já circularem pela internet — a moto da Yamaha ainda oferece bom custo benefício e maior economia. Além disso, na cidade de São Paulo (SP) a CB 300R é vendida acima da tabela a R$ 12.500, enquanto a Fazer 250 é comercializada por preço abaixo do valor estipulado: R$ 10.600.

FICHA TÉCNICA

Yamaha YS 250 Fazer Honda CB 300R
249 cm³, quatro tempos, OHC, refrigerado a ar com radiador, duas válvulas Motor 291 cm³, DOHC, quatro tempos, quatro válvulas
74 x 58 mm Diâmetro x curso 79 x 59,5 mm
9,8:1 Taxa de compressão 9,0:1
21 cv a 8.000 rpm Potência 26,53 cv a 7.500 rpm
2,10 kgfm a 6.500 rpm Torque 2,81 kgfm a 6.000 rpm
Câmbio de cinco marchas com transmissão final por corrente Transmissão Câmbio de cinco marchas com transmissão final por corrente
Injeção eletrônica Alimentação Injeção eletrônica
Berço duplo em aço Quadro Berço semiduplo
Dianteira por garfo telescópico, com 120 mm de curso; traseira monoamortecida com link, com 120 mm de curso Suspensão Dianteira por garfo telescópico, com 130 mm de curso; traseira Monoamortecida, com 105 mm de curso
Dianteiro por disco simples de 282 mm de diâmetro, traseiro a tambor Freios Dianteiro a disco simples de 276 mm de diâmetro, traseiro a tambor
Dianteiro 100/80 17 M/C 52S
Traseiro 130/70 17 M/C 62S
Pneus Dianteiro 110/70 17 (54H)
Traseiro 140/70 17 (66H)
Comprimento: 2.025 mm
Largura: 745 mm
Altura: 1.065 mm
Altura do assento: 805 mm
Entre-eixos: 1.360 mm
Dimensões Comprimento: 2.085 mm
Largura: 745 mm
Altura: 1.040 mm
Altura do assento: 781 mm
Entre-eixos: 1.402 mm
19,2 litros Tanque 18 litros
137 kg Peso 143 kg
Vermelha, preta e prata Cores Preta, vermelha, prata e amarela metálica
R$ 10.950 (tabela) Preço R$ 11.490 (tabela)

Galeria de Fotos

Fonte:
UOL Motos

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4 Responses to “Agilidade é marca registrada de Honda CB 300R e Yamaha Fazer YS 250”


  • Simplesmente lokooo

  • Obrigado pelo trabalho de feito (muito bom mesmo) mas… pessoalmente não vejo comparativa “eficiente nem justa” entre esses 2 modelos. Fazer 250 responde ao tempo a onde Honda vendía Twister carburada pra caramba num mercado folgado e sem concorrência (ponto final): Yamaha saiu com um produto competitivo e económico que faz 3 anos que estava demandando mudanças (tecnológicas como por exemplo a injeção), o que fez da Honda reagir no mercado como não tenho visto na alta CC até hoje. O resultado… tá visível: CB300R uma moto completamente NOVA per fora e por dentro. Com necessidade de melhorar ??? Sempre (como qualquer moto/auto/marca), mas pelo menos oferecendo um produto BOM na altura das expectativas (infelizmente se alguma coisa tem o mercado brasileiro de carros/motos é de subir o preço todo ano em troca de… nada (o quasi nada salvo cores e fitas novas, algo que graças a deus está começando a mudar :-) ). Yamaha é uma marca muito boa, seria e eficiente. Exemplos como a FZ16 Indiana (vamos ver por qué na India SIM e no Brasil NAO), são amostras do que a marca pode oferecer uma ótima alternativa sem grandes custos nem sofrementos. Tenho esperança de que a nova Fazer ponha cuidado nos detalhes (especialmente nos freios e painel), o que pode trazer grandes vendas e imagem para a marca. Nesse momento, será interessantísimo ler a comparativa de Nakeds/250 (especialmente se a Suzuki acorda de uma vez e lança a mini-King 250 (com um escapamento, por favor :-) ).

  • Minha CB 300R me deixou na mão na BR 116, na parte menos movimentada, entre Feira de Santana e Ibó no Rio São Francisco. Bomba de gasolina queimada e não foi por falta de gasolina no tanque. Com essa brincadeira perdi dois dias na estrada e a moto está por lá. Simplesmente não existe a tal bomba nas concessionárias consultadas. Eu queria comprar a bomba idependente da garantia, para não perder tempo. Espero que outros usuários tenham mais sorte do que eu. Será que vem recall por aí?

  • Flavio Alves Siqueira

    CB 300R uma decepção de moto e a falta de responsabilidade da concessionária Remaza centro sp

    Sou proprietário da cb 300 r, que comprei em novembro/09 essa semana deu um problema na junta da tampa do cabeçote, ocasionando o vazamento de óleo, porem perdi a garantia por não ter feito a primeira revisão e só a segunda com a Honda e tive que pagar a parte na Remaza centro que me cobraram R$ 120,00 o que é um absurdo por que foi um erro grave de fabricação e não importa se eu tivesse feito a primeira revisão, iria dar o mesmo a mesma cois., quero saber se vocês tem noticia se a Honda vai fazer o recoll na cb 300 r ou não e tenho uma reclamação: junto com a troca da junta da tampa do cabeçote pedi para trocar o óleo, mas quando fui buscar a moto, eles me entregaram a moto fumando, com barulho, a 100KM ela tremia e não passou de 120KM isso acontecendo com 6 meses de uso? Erro de fabricação ou erro dos mecânicos da Honda (Remaza Centro) quero saber o que eles poderiam ter feito para causar isso, por que é de responsabilidade deles por eu ter entregado a moto nova e ainda tive a noticia que eles não iriam arcar com o prejuízo por não estar na garantia o que é uma pulta sacanagem. Conclusão não comprem a moto cb 300 r por ser um lixo referente a qualidade e durabilidade ( agente já compra uma moto 0 KM para não gastar e a Honda faz isso) e a Honda não dá a resposta. Obs. Estou postando essa mensagem em canais de comunicação como ( Revista duas rodas, orkut, reclame aqui, MSN, PROCON e etc… até o problema ser resolvido.

    Muito obrigado pela atenção.

    Grato!

    Flavio Alves Siqueira

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