Honda XRE 300 encara asfalto e trilhas leves com visual moderno

Honda XRE 300

Honda XRE 300

A Honda XRE 300 foi apresentada em junho com a dura missão de substituir de uma só vez a XR 250 Tornado e a NX4 Falcon. Aposentadas em função da legislação de emissão de poluentes em vigor desde janeiro (o Promot 3), a montadora tentou reunir em um só modelo as qualidades das duas bem-sucedidas motocicletas. Para isso, a Honda apostou em um visual moderno e diferenciado de tudo que há em sua linha, fugindo do aspecto off-road da Tornado sem perder as qualidades touring da Falcon.

As críticas e dúvidas sobre a capacidade da nova XRE 300 em cumprir sua missão foram muitas. A começar pela capacidade cúbica de seu motor, menor que a da Falcon. Mas, convenhamos, o monocilíndrico de 400 cc não era um primor nos quesitos desempenho e velocidade final. Essa era a primeira dúvida em nosso teste: o motor de um cilindro, 291,6 cm³, duplo comando de válvulas no cabeçote (DOHC) e refrigeração mista da nova moto superava a Falcon em desempenho?

Os números não mentem: enquanto a Falcon tinha 30 cv de potência e 3,51 kgfm de torque, a nova XRE tem 26,1 cv e 2,81 kgfm. A velocidade final gira em torno de 134 km/h no velocímetro digital, enquanto na Falcon dificilmente superava os 150 km/h no marcador analógico. Entretanto, longe da frieza nos números o desempenho da nova XRE 300 é satisfatório.

Nas saídas, a “puxada” da aposentada Falcon era melhor, mas o escalonamento do câmbio de cinco marchas exigia muitas trocas. A nova trail da Honda conta com câmbio de cinco velocidades bem escalonado para o uso urbano e a injeção eletrônica garante respostas bem mais instantâneas ao se girar o acelerador. Quando comparada à antiga XR 250 Tornado e seu câmbio de seis marchas, a nova XRE merece menção honrosa.

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DESIGN E CONFORTO

Outra crítica dos fãs da Falcon e Tornado caía sobre o design ousado da nova XRE 300. “Mosquito da dengue” foi um apelido que circulou em sites e fóruns da internet, em função do para-lama alto do novo modelo.

Particularmente o modelo nos agradou muito. Criado no Brasil, o design deu novos ares à família trail da montadora japonesa.

Também chamam a atenção o bom nível de acabamento e as soluções criativas do novo modelo. Além do para-lama principal, há outro menor junto à roda que ajuda a proteger o piloto de respingos. O farol multi-refletor ganhou lâmpadas mais potentes (60/55W). Na traseira, o útil bagageiro de série segue as linhas da XL 1000V Varadero.

Vendida nas concessionárias da marca desde agosto, a XRE 300 procurou oferecer ainda mais conforto para o então piloto da extinta Tornado. Seu banco é bastante largo e confortável, tanto quanto o da Falcon. A tímida bolha sobre o moderno painel digital também ajuda a desviar o vento em estradas.

“Viúvas” da Falcon só sentirão falta de um tanque maior: a XRE tem capacidade para 12,4 litros contra os 15,3 l da NX4. Mas, na teoria, o motor menor e alimentado por injeção eletrônica é mais econômico.

CICLÍSTICA

Seguindo sua proposta de substituir dois modelos de uma tacada só, a nova XRE 300 perdeu algumas características off-road da Tornado. Além de abandonar o banco fino, o tanque esguio e o visual “cross”, a XRE 300 é 10 kg mais pesada que sua antecessora (144,5 kg na versão standard e 151 kg na recém lançada versão com ABS). Mas manteve as rodas de alumínio (21 polegadas na dianteira e 18 na traseira) e os pneus de uso misto Metzeler Enduro 3, bons para encarar estradas de terra com segurança. As suspensões foram recalibradas e estão mais macias que as da Tornado.

Também a nova XRE 300 não tem a pretensão de acompanhá-lo nas trilhas pesadas que a XR 250 conseguia enfrentar. Mas se for para enfrentar apenas trechos de terra, pode confiar que a nova Honda encara sem problema.

A balança traseira continua sendo feita em alumínio, mas agora a XRE 300 ganhou um freio a disco na traseira. Antigo pedido de seus consumidores e equipamento fundamental para encarar de igual para igual a Yamaha XTZ 250 Lander que, desde 2007, já trazia o item de série. O funcionamento está dentro da proposta da moto.

Sistema C-ABS

Sistema C-ABS

ABS

Atendendo a diretrizes mundiais, segurança é a palavra-chave para os novos produtos Honda. Por isso, a linha 2010 da XRE 300 está equipada com o sistema Combined ABS (C-ABS). A área de engenharia da montadora uniu o Combined Brake System (CBS), no qual o freio traseiro aciona o dianteiro, com o ABS (sistema de freios antiblocantes), que não permite o travamento das rodas em frenagens de emergência. A solução já é utilizada em outros modelos maiores, como a CB 600F Hornet.

Na prática, a XRE 300 com o C-ABS oferece respostas mais eficientes. O tempo da ação e da reação do sistema é mais rápido, o que representa uma frenagem com mais segurança. Além disso, o sistema da Honda evita derrapagens e oferece ainda maior controle direcional, mesmo em pisos com pouca aderência. Detalhe: a XRE 300 é o primeiro modelo trail desenvolvido para usar o C-ABS também na terra. Vale ressaltar o bom desempenho do sistema, que fica habilitado o tempo todo, mesmo na terra.

Mesmo o piloto estancando o freio, a moto não sai do trilho, mas em função da adoção do sistema C-ABS, a XRE engordou 6,5 kg, já que a versão top ganhou pinça de três pistões (a versão standard conta com dois pistões) e sensor de ABS em ambas as rodas. Fora o módulo de gerenciamento do sistema C-ABS, que fica na lateral esquerda da moto.

A versão equipada com o novo sistema tem preço sugerido de R$ 15.390, cerca de 20% a mais que a versão Standard cotada a R$ 12.890.

FICHA TÉCNICA

Honda XRE 300 Standard/C-ABS
Motor: 291,6 cm³, monocilíndrico, quatro tempos, quatro válvulas, duplo comando no cabeçote (DOHC) e arrefecido a ar.
Potência: 26,1 cv a 7.500 rpm.
Torque: 2,81 kgfm a 6.000 rpm.
Diâmetro e curso: 79,0 mm x 59,5 mm.
Taxa de compressão: 9,0:1.
Alimentação: Injeção eletrônica de combustível PGM-FI.
Partida: Elétrica com sistema de ignição eletrônica.
Câmbio: Cinco marchas com embreagem multidisco em banho de óleo.
Suspensão: Dianteira por garfo telescópico com 245 mm de curso; traseira monoamortecida com sistema Pro-Link com 225 mm de curso.
Freios: Dianteiro a disco simples de 256 mm de diâmetro e pinças de dois pistões/pinças de três pistões na C-ABS; traseiro a disco simples de 220 mm de diâmetro e pinças de pistão simples.
Pneus: Dianteiro 90/90-21M/C (54S); traseiro 120/80-18M/C (62S).
Chassi: Berço semiduplo com 2.171 mm de comprimento, 830 mm de largura, 1.181 mm de altura e 1.417 mm de entre-eixos; 860 mm de altura do assento, 259 mm de altura ao solo.
Tanque: 12,4 litros (2,3 litros de reserva).
Peso: 144,5 kg/151 kg (a seco).
Cores: Preta, vermelha e amarela metálica.
Preço: R$ 12.890 (Standard)/R$ 15.390 (C-ABS).

Fonte:
UOL Motos

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1 Response to “Honda XRE 300 encara asfalto e trilhas leves com visual moderno”


  • eu tenho uma duvida enorme em saber qual moto comprar,pois tenho um consorcio honda no qual era da aposentada falcon que gostava muito em adquirir uma,mas como ela sai de linha nenhuma outra moto hoje em dia da categoria ñ me agrada tenho algumas duvidas se minha carta fosse contemplada hoje qual moto eu esconheria….?????

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